sábado, 30 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Fé em que?
Houve um tempo em que fui extremamente religiosa. Era professora de catequese e coordenadora de um grupo de jovens na Renovação Carismática Católica.
Permaneci nesta fé durante muitos anos da minha juventude, até estudar o Feudalismo...
Sai da igreja católica romana e decidi ir em todas as religiões que mais tinha preconceitos. Comecei pela Umbanda. Fiz parte de um centro durante um ano. Enquanto frequentava reuniões nesta também ia no Candomblé. Estudei ambas e acabei eliminando meus preconceitos em relação a estas. Hoje respeito muito tais religiões e/ ou seitas.
Depois destas fui para a Seicho-No-Ie. Excelente! Um respeito muito grande aos orientais e a necessidade de gratidão por si, pelos pais, antepassados e pelo todo que enfim chega-se a Deus. Massaharu Tanigushi foi um grande mestre: muito obrigada!
Juntamente com esta também ia em reuniões da linha de Kardec. Muita paz, amorosidade e respeito ao próximo. Valorização máxima ao todo e ao espírito como crença de que tudo aqui é passageiro, mas que podemos retornar e reavaliarmos nossa conduta para conseguirmos algum grau de evolução.
Depois de eliminar tamanhos preconceitos que tinha, fui algumas vezes no budismo. Confesso: não entendia nada, mas achava lindo!
Exoterismo! Neste também cai de cabeça. Estudei tudo o que estava ao alcance: Cromoterapia, Florais de Bach, Terapia Corporal, Xamanismo... etc... Fiz vários tratamentos.
Se no Kardec há possibilidade de evolução, nos estudos a respeito da Grande Fraternidade Branca tornar-se uma certeza. Os Mestres Ascensos e seus Arcanjos: perfeitos, santos e redimidos que se doam em tempo integral para que o planeta Terra evolua e enfim possamos sair desta dimensão inferior.
Elaborei 6 apostilas a respeito do tema. Cada uma falava de um Raio (se chama Raios com suas respectivas cores) para trabalhos ritualísticos na Av. Paulista. Quanto ao resto: sem comentários...
Estudei Astrologia. Hoje atendo vários tipos de Mapas Astrológicos e não avalio esta como uma ciência, nem tanto como fruto da minha fé, mas sim como algo que constato de acordo com minha observação. Existe em mim a certeza de que os Astros nos influenciam de diversas formas. Com muito prazer e amor os decodifico, tentando encontrar meu ponto de equílibrio através do auxilio profissional ao próximo.
Já fui fanática, me considerei relapsa com meus afazeres religiosos, me confessei, perdi perdão e depois me arrependi de não ter "pecado" mais e mais (rsrsrs). Acreditei em tudo e em nada. Fui cética e entrei em depressão por não conseguir acreditar. Perdi a fé em mim e a recuperei com muita força.
Hoje acredito em todas as possibilidades. Pode existir um Deus Superior que nos ama ou nos odeia. Podemos estar cercados de espiritos que querem nosso mal e por sua vez mentores e anjos que nos querem o bem, por amor ou por auto preservação mesmo. Sei lá!
Já cheguei a acreditar que seria feliz fazendo com que meu corpo fosse adubo para uma flor e reecarnasse essência de rosas ou de margaridas...
Enfim, tudo é válido, mas o que quero mesmo é continuar a acreditar em mim: sempre!!!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Laços de Afeto
"Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita... Dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah, então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!"
Mario Quintana
.
domingo, 17 de abril de 2011
A arte de mudar
Mudar é sempre um desafio, mesmo quando se quer mudanças.
Este tema vem se repetindo muito, pois aconteceram muitas mudanças por opção e por falta de opção também.
O segredo é sair de cena e assistir ao Espetáculo do Interior. Ver as coisas com os olhos de quem vê e não de quem sente (e não negar mais que se sente).
Bem, nem é possível ser artista e espectador ao mesmo tempo.
No Espetáculo da Vida se pode ver muitas coisas boas em relação ao passado e o que fica na memória. Erros e acertos extremamente úteis pra o aprender a viver (não é Polianice, mas a pura verdade).
Em cada cena apresentada se percebe as amizades reais e a amargura de não se ter amigos.
Existem alguns capitulos no roteiro que falam de amor afetivo, mas este nunca houve.
Não é o caso da mocinha protagonista que foi usada ou qualquer coisa assim, mas a certeza que esta não sabe amar e desta forma acabou encontrando os seus semelhantes. Fraqueza? Medo? Covardia? Um pouco de tudo...
Percebe-se que foi feito um drama: não significou nada! De forma bem realista: não significou mesmo, nadinha de nada! Saiu do achismo e virou certeza absoluta!
E os sonhos? ...
"Gosto mesmo dos dramas, os que acabam com tragédia. Me soa mais real, pois a idéia de que tudo pode dar errado é tão cômoda" (quanta mediocridade!)
Depois de tantas tempestades não se tem nada a perder com a nutrição de que tudo já deu muito certo!
A protagonista desta história sempre foi amiga no seu máximo, estrapolando inclusive limites de sobrevivência e nutriu o máximo que pode o amor aos amigos. Por uma ordem de merecimento, eu acredito que ganhou bonus luz para ter amigos melhores e muitos mais!
Ela amou perdidamente e apaixonadamente as insanidades, a inteligência (absurda), os problemas de familia, a educação, as facetas de docilidade, a frieza, o desdém, a distância e as mãos (o tato). Mas odiou não ser amada, se desrespeitada e compreendeu que não se dá pérolas aos porcos.
Que é uma pessoa um tanto arrogante, mas com uma humildade invejável. E que pode mudar quando e como quiser.
Não sabe falar outras liguas a não ser a da Pátria Amada.
Que atualmente tem poucos amigos e estes não são cultos.
Que é uma ignorante com muito prazer, pois adora aprender.
Que não tem familia, a não ser uma mãe que ama e respeita.
Eu como espectadora, avaliei que este espetáculo tem tudo pra acabar feliz, pois os braços dela não estão cruzados e merece receber amor, pois o dá o máximo que pode e que é uma pena ter escolhido tão mal a quem doar.
Caminha junto com a frustração de não ter perdido nada a certeza de que pode ter tudo! Basta querer e continuar a lutar
Bem, não posso dar o final feliz ainda. Preciso ver primeiro no que isso vai dar!
Este tema vem se repetindo muito, pois aconteceram muitas mudanças por opção e por falta de opção também.
O segredo é sair de cena e assistir ao Espetáculo do Interior. Ver as coisas com os olhos de quem vê e não de quem sente (e não negar mais que se sente).
Bem, nem é possível ser artista e espectador ao mesmo tempo.
No Espetáculo da Vida se pode ver muitas coisas boas em relação ao passado e o que fica na memória. Erros e acertos extremamente úteis pra o aprender a viver (não é Polianice, mas a pura verdade).
Em cada cena apresentada se percebe as amizades reais e a amargura de não se ter amigos.
Existem alguns capitulos no roteiro que falam de amor afetivo, mas este nunca houve.
Não é o caso da mocinha protagonista que foi usada ou qualquer coisa assim, mas a certeza que esta não sabe amar e desta forma acabou encontrando os seus semelhantes. Fraqueza? Medo? Covardia? Um pouco de tudo...
Percebe-se que foi feito um drama: não significou nada! De forma bem realista: não significou mesmo, nadinha de nada! Saiu do achismo e virou certeza absoluta!
E os sonhos? ...
"Gosto mesmo dos dramas, os que acabam com tragédia. Me soa mais real, pois a idéia de que tudo pode dar errado é tão cômoda" (quanta mediocridade!)
Depois de tantas tempestades não se tem nada a perder com a nutrição de que tudo já deu muito certo!
A protagonista desta história sempre foi amiga no seu máximo, estrapolando inclusive limites de sobrevivência e nutriu o máximo que pode o amor aos amigos. Por uma ordem de merecimento, eu acredito que ganhou bonus luz para ter amigos melhores e muitos mais!
Ela amou perdidamente e apaixonadamente as insanidades, a inteligência (absurda), os problemas de familia, a educação, as facetas de docilidade, a frieza, o desdém, a distância e as mãos (o tato). Mas odiou não ser amada, se desrespeitada e compreendeu que não se dá pérolas aos porcos.
Que é uma pessoa um tanto arrogante, mas com uma humildade invejável. E que pode mudar quando e como quiser.
Não sabe falar outras liguas a não ser a da Pátria Amada.
Que atualmente tem poucos amigos e estes não são cultos.
Que é uma ignorante com muito prazer, pois adora aprender.
Que não tem familia, a não ser uma mãe que ama e respeita.
Eu como espectadora, avaliei que este espetáculo tem tudo pra acabar feliz, pois os braços dela não estão cruzados e merece receber amor, pois o dá o máximo que pode e que é uma pena ter escolhido tão mal a quem doar.
Caminha junto com a frustração de não ter perdido nada a certeza de que pode ter tudo! Basta querer e continuar a lutar
Bem, não posso dar o final feliz ainda. Preciso ver primeiro no que isso vai dar!
Sotaqueando
Nós paulistas, acreditamos fielmente que não temos sotaque nenhum (fala sério né meu!).
Quando muda-se de um estado para outro nota-se como tudo é muito diferente de tudo. E pra mim que sou de São Paulo e nunca sai da Capital, as diferenças são gritantes.
Bem, aqui com certeza existem muito mais facilidades do que dificuldades.
"Quem aprende a dirigir com Fusca, consegue dirigir qualquer carro..."
Mas encontrei uma dificuldade aqui em Goiás que já me fez passar muita raiva, porém neste exato momento me faz rir. As pessoas daqui não sabem ensinar localidades. Se você é de outro estado e resolver um dia vir pra cá, cuidado ao pedir informação de como chegar em algum lugar. Ande com um guia, um mapa ou um computador com internet ok?!
Além de não saberem, eles te ensinam errado e fazem você se perder... É sério!!!
Um exemplo interessante de honestidade é quando eles dizem: não sei. Dê-se por feliz!!
Aqui nós temos uma avenida principal. Nunca chame ela pelo nome (que também não sei o nome, pois saber não funciona). Ela é conhecida como a "AVENIDA DO CORGO" (Nesta Avenida tem um CÓRREGO ao meio, que vem da represa da cidade).
Perguntei para uma cliente a respeito de um curso pré-vestibular gratuito que a prefeitura oferece aqui (aliás, aqui oferecem muitas coisas maravilhosas e gratuitas):
- Onde fica o cursinho pré-vestibular? Você pode me informar o endereço?
- O endereço? Ah, o endereço eu num sei não, mas esse cursim é muito bão!
- Ah?? (deixa pra lá!)
Bem, o mais mais é o sotaque mineiro. Um dia estávamos conversando sobre sorte e azar e a cabeleireira (um doce de criatura, de uma simplicidade impar) solta a seguinte história:
- Uma veiz liguei pra um rádio e pidi uma música. Ganhei um frango. Fiquei tão filiz que sai correndo di casa pra pegar um mototáxi (aqui não tem transporte público). Chegando lá não era nem um franguim (franguinho) era um pintim (pintinho). Mas era tão pequeninim que o dinheiro que paguei pro mototáxi dava pra comprar trêis (3) ingualzim!!! (quase morri de tanto rir)
Meu novo amigo, o cabelereiro da cidade percebeu que não ria somente da história e disse:
- Logo, logo ocê vai falá que nem nóis. Fica ai rindo viu paulista!
- Uai! Eu? Magina que vô falá assim! Pra mode quê? Cê tá doidim, doidim já!!!
Quando muda-se de um estado para outro nota-se como tudo é muito diferente de tudo. E pra mim que sou de São Paulo e nunca sai da Capital, as diferenças são gritantes.
Bem, aqui com certeza existem muito mais facilidades do que dificuldades.
"Quem aprende a dirigir com Fusca, consegue dirigir qualquer carro..."
Mas encontrei uma dificuldade aqui em Goiás que já me fez passar muita raiva, porém neste exato momento me faz rir. As pessoas daqui não sabem ensinar localidades. Se você é de outro estado e resolver um dia vir pra cá, cuidado ao pedir informação de como chegar em algum lugar. Ande com um guia, um mapa ou um computador com internet ok?!
Além de não saberem, eles te ensinam errado e fazem você se perder... É sério!!!
Um exemplo interessante de honestidade é quando eles dizem: não sei. Dê-se por feliz!!
Aqui nós temos uma avenida principal. Nunca chame ela pelo nome (que também não sei o nome, pois saber não funciona). Ela é conhecida como a "AVENIDA DO CORGO" (Nesta Avenida tem um CÓRREGO ao meio, que vem da represa da cidade).
Perguntei para uma cliente a respeito de um curso pré-vestibular gratuito que a prefeitura oferece aqui (aliás, aqui oferecem muitas coisas maravilhosas e gratuitas):
- Onde fica o cursinho pré-vestibular? Você pode me informar o endereço?
- O endereço? Ah, o endereço eu num sei não, mas esse cursim é muito bão!
- Ah?? (deixa pra lá!)
Bem, o mais mais é o sotaque mineiro. Um dia estávamos conversando sobre sorte e azar e a cabeleireira (um doce de criatura, de uma simplicidade impar) solta a seguinte história:
- Uma veiz liguei pra um rádio e pidi uma música. Ganhei um frango. Fiquei tão filiz que sai correndo di casa pra pegar um mototáxi (aqui não tem transporte público). Chegando lá não era nem um franguim (franguinho) era um pintim (pintinho). Mas era tão pequeninim que o dinheiro que paguei pro mototáxi dava pra comprar trêis (3) ingualzim!!! (quase morri de tanto rir)
Meu novo amigo, o cabelereiro da cidade percebeu que não ria somente da história e disse:
- Logo, logo ocê vai falá que nem nóis. Fica ai rindo viu paulista!
- Uai! Eu? Magina que vô falá assim! Pra mode quê? Cê tá doidim, doidim já!!!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Recomeçar
(Uma amiga mandou para meu amigo. Este lembrou de mim e me enviou. Gostei e postei).
"Quando fazemos mais do que podemos e mesmo assim não encontramos saídas,
Quando nos sentimos aprisionados e não conseguimos a libertação,
Quando todo caminho é estranho e confuso,
Quando não temos um momento de paz e libertação, a única explicação que encontramos é que o destino está atuando em nossas vidas. Essa é a Lei, a Grande Lei, imutável e inexorável, e diante dela devemos nos curvar e nos entregar.
Só nos resta esperar pelo resultado de tudo que pensamos, fizemos e construímos no passado.
Só nos resta nos concentrar na mudança e colaborar com o inevitável.
Todas as armadilhas que criamos dentro e fora de nós se farão insuportavelmente presentes no momento da crise.
O maior trabalho que teremos é o da mudança de consciência, mudança de foco.
Quando fazemos isso colaboramos com o inevitável.
E mesmo sem desejar, um lado obscuro em nós deverá se tornar cada vez mais evidente. Mas sabemos que para isso devemos chorar, sofrer, negar, debater, blasfemar Deus, antes de perceber que a única coisa que podemos fazer é aceitar e se entregar, além de compreender que tudo foi criado por nós.
Mas antes de se entregar, nosso orgulho e vontade serão estilhaçados.
Nesse momento devemos saber que passamos por um sofrimento necessário.
Devemos aceitar humildemente e com coragem o destino atuando em nós e em nossas vidas.
Quando entramos nessa caverna escura nos deparamos com a raiva, o ódio, o rancor, as mágoas.
A "criatura rude" surge e vem à tona nossa falta de civilidade.
Cristo é a antítese desse processo. Devemos nos ajoelhar diante do inevitável. Descobrimos nosso próprio veneno e nossa vida se corrompe completamente.
Lembramos do esquecido e enterrado, mas depois que retornamos do inferno não podemos mais olhar para trás; é necessário esquecer o sofrimento.
Devemos esquecer o preço que pagamos pelas riquezas que adquirimos para poder perdoar a vida e limpar-nos do veneno.
É necessário trazer à consciência algo que foi negado e esquecido, que esteve enterrado pela vida inteira. Mas não devemos nunca esquecer que uma vida dada em sacrifício acaba redimindo várias vidas.
Traz-se à tona o lixo que esteve durante toda vida por debaixo das flores.
Mas nesse momento não devemos reivindicar bondade ou perfeição.
Compartilhamos a violência e a escuridão da natureza.
A vida nos nega o que é tão agudamente desejado, e não é culpa de ninguém...
Mas é sempre bom lembrar que a morte e o sofrimento são nossa regeneração e redenção.
Deparamo-nos com nossos desejos e não há nada nem ninguém que possa nos redimir. Afinal, essa é a nossa justiça.
O mais difícil é que não é até quando queremos, mas até quando precisamos. Precisamos, sem dúvida, aprender a perdoar. Precisamos perdoar as ausências que sofremos.
Sabemos que ninguém pode nos resgatar desse lugar, a não ser nós mesmos. Não sabemos como, nem qual direção seguir.
Então, só nos resta entregar nosso caminho à Sorte, já que esta caminha junto à Necessidade (àquilo que precisamos passar).
Pedimos a Deus Sua ajuda e proteção e seguimos em frente.
Nos deparamos com muita sujeira ancestral e ficamos pensando todo tempo que devemos descobrir a saída.
Precisamos encontrar o caminho da liberdade.
Somente o tempo nos levará de volta à vida.
E certo é que há uma Força Maior que sabe o que precisamos.
Algo sobre nós já está escrito, algo que possui um conhecimento absoluto.
Deus? Carma? Destino? Nunca saberemos.
Devemos aprender a ouvir nossa alma com o coração.
E talvez assim, a dor e o inconformismo diminuam.
Não há nada que possamos fazer, a não ser confiar.
Beijos de Luz!"
Fátima Corga
"Quando fazemos mais do que podemos e mesmo assim não encontramos saídas,
Quando nos sentimos aprisionados e não conseguimos a libertação,
Quando todo caminho é estranho e confuso,
Quando não temos um momento de paz e libertação, a única explicação que encontramos é que o destino está atuando em nossas vidas. Essa é a Lei, a Grande Lei, imutável e inexorável, e diante dela devemos nos curvar e nos entregar.
Só nos resta esperar pelo resultado de tudo que pensamos, fizemos e construímos no passado.
Só nos resta nos concentrar na mudança e colaborar com o inevitável.
Todas as armadilhas que criamos dentro e fora de nós se farão insuportavelmente presentes no momento da crise.
O maior trabalho que teremos é o da mudança de consciência, mudança de foco.
Quando fazemos isso colaboramos com o inevitável.
E mesmo sem desejar, um lado obscuro em nós deverá se tornar cada vez mais evidente. Mas sabemos que para isso devemos chorar, sofrer, negar, debater, blasfemar Deus, antes de perceber que a única coisa que podemos fazer é aceitar e se entregar, além de compreender que tudo foi criado por nós.
Mas antes de se entregar, nosso orgulho e vontade serão estilhaçados.
Nesse momento devemos saber que passamos por um sofrimento necessário.
Devemos aceitar humildemente e com coragem o destino atuando em nós e em nossas vidas.
Quando entramos nessa caverna escura nos deparamos com a raiva, o ódio, o rancor, as mágoas.
A "criatura rude" surge e vem à tona nossa falta de civilidade.
Cristo é a antítese desse processo. Devemos nos ajoelhar diante do inevitável. Descobrimos nosso próprio veneno e nossa vida se corrompe completamente.
Lembramos do esquecido e enterrado, mas depois que retornamos do inferno não podemos mais olhar para trás; é necessário esquecer o sofrimento.
Devemos esquecer o preço que pagamos pelas riquezas que adquirimos para poder perdoar a vida e limpar-nos do veneno.
É necessário trazer à consciência algo que foi negado e esquecido, que esteve enterrado pela vida inteira. Mas não devemos nunca esquecer que uma vida dada em sacrifício acaba redimindo várias vidas.
Traz-se à tona o lixo que esteve durante toda vida por debaixo das flores.
Mas nesse momento não devemos reivindicar bondade ou perfeição.
Compartilhamos a violência e a escuridão da natureza.
A vida nos nega o que é tão agudamente desejado, e não é culpa de ninguém...
Mas é sempre bom lembrar que a morte e o sofrimento são nossa regeneração e redenção.
Deparamo-nos com nossos desejos e não há nada nem ninguém que possa nos redimir. Afinal, essa é a nossa justiça.
O mais difícil é que não é até quando queremos, mas até quando precisamos. Precisamos, sem dúvida, aprender a perdoar. Precisamos perdoar as ausências que sofremos.
Sabemos que ninguém pode nos resgatar desse lugar, a não ser nós mesmos. Não sabemos como, nem qual direção seguir.
Então, só nos resta entregar nosso caminho à Sorte, já que esta caminha junto à Necessidade (àquilo que precisamos passar).
Pedimos a Deus Sua ajuda e proteção e seguimos em frente.
Nos deparamos com muita sujeira ancestral e ficamos pensando todo tempo que devemos descobrir a saída.
Precisamos encontrar o caminho da liberdade.
Somente o tempo nos levará de volta à vida.
E certo é que há uma Força Maior que sabe o que precisamos.
Algo sobre nós já está escrito, algo que possui um conhecimento absoluto.
Deus? Carma? Destino? Nunca saberemos.
Devemos aprender a ouvir nossa alma com o coração.
E talvez assim, a dor e o inconformismo diminuam.
Não há nada que possamos fazer, a não ser confiar.
Beijos de Luz!"
Fátima Corga
Poltrona 38
Falta de móveis. Falta de vontade.
Partida...
Perguntei pelo amor: ausência. Perguntei pela família: carência.
Partida...
Abraços com carinho à progenitora da vida.
Respondi e enviei o ultimo email: o de despedida. Retirei o lixo, entreguei as chaves e agradeci.
Fiz a pintura das paredes, arrumei as malas, entreguei a casa e parti.
Partindo-se em pedaços em busca de sonhos.
Junção de mim.
Sempre partindo e na estrada encontrando os pedaços.
Partida...
Perguntei pelo amor: ausência. Perguntei pela família: carência.
Partida...
Abraços com carinho à progenitora da vida.
Respondi e enviei o ultimo email: o de despedida. Retirei o lixo, entreguei as chaves e agradeci.
Fiz a pintura das paredes, arrumei as malas, entreguei a casa e parti.
Partindo-se em pedaços em busca de sonhos.
Junção de mim.
Sempre partindo e na estrada encontrando os pedaços.
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