domingo, 17 de abril de 2011

Sotaqueando

Nós paulistas, acreditamos fielmente que não temos sotaque nenhum (fala sério né meu!).
Quando muda-se de um estado para outro nota-se como tudo é muito diferente de tudo. E pra mim que sou de São Paulo e nunca sai da Capital, as diferenças são gritantes.

Bem, aqui com certeza existem muito mais facilidades do que dificuldades.
"Quem aprende a dirigir com Fusca, consegue dirigir qualquer carro..."

Mas encontrei uma dificuldade aqui em Goiás que já me fez passar muita raiva, porém neste exato momento me faz rir. As pessoas daqui não sabem ensinar localidades. Se você é de outro estado e resolver um dia vir pra cá, cuidado ao pedir informação de como chegar em algum lugar. Ande com um guia, um mapa ou um computador com internet ok?!
Além de não saberem, eles te ensinam errado e fazem você se perder... É sério!!!

Um exemplo interessante de honestidade é quando eles dizem: não sei. Dê-se por feliz!!

Aqui nós temos uma avenida principal. Nunca chame ela pelo nome (que também não sei o nome, pois saber não funciona). Ela é conhecida como a "AVENIDA DO CORGO" (Nesta Avenida tem um CÓRREGO ao meio, que vem da represa da cidade).

Perguntei para uma cliente a respeito de um curso pré-vestibular gratuito que a prefeitura oferece aqui (aliás, aqui oferecem muitas coisas maravilhosas e gratuitas):

- Onde fica o cursinho pré-vestibular? Você pode me informar o endereço?
- O endereço? Ah, o endereço eu num sei não, mas esse cursim é muito bão!
- Ah?? (deixa pra lá!)

Bem, o mais mais é o sotaque mineiro. Um dia estávamos conversando sobre sorte e azar e a cabeleireira (um doce de criatura, de uma simplicidade impar) solta a seguinte história:

- Uma veiz liguei pra um rádio e pidi uma música. Ganhei um frango. Fiquei tão filiz que sai correndo di casa pra pegar um mototáxi (aqui não tem transporte público). Chegando lá não era nem um franguim (franguinho) era um pintim (pintinho). Mas era tão pequeninim que o dinheiro que paguei pro mototáxi dava pra comprar trêis (3) ingualzim!!! (quase morri de tanto rir)

Meu novo amigo, o cabelereiro da cidade percebeu que não ria somente da história e disse:

- Logo, logo ocê vai falá que nem nóis. Fica ai rindo viu paulista!
- Uai! Eu? Magina que vô falá assim! Pra mode quê? Cê tá doidim, doidim já!!!

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